Por Cretino em 11/08/2008

Tipos de Madeiras e Árvores

Araribá: Excelente madeira usada nas carpintarias e marcenarias. Não excede em grossura a oitenta centímetros. Vermelha e branca.
Bicuíba: Boa para obras de carpintaria, entalhador e marcenaria. Vermelho e cor de rosa.
Cacunda: Esta possui a grande vantagem de não se contrair nem se empenar, o que a torna própria para uma porção de coisas, como postigos, tabuados de navios, etc. A cor é amarela ou preta. As madeiras de cor amarela são muito estimadas em marcenaria. A cacunda não engrossa tanto como a peroba, porém atinge a mesma altura.
Canela: Distinguem-se quatro espécies: a tassinua, a preta, a amarela e a canela fétida. Servem todas para carpintaria e são muito empregadas nas diversas necessidades do estaleiro.
Cedro: Estimada pelos entalhadores e marceneiros. Vermelho, claro e pardo.
Cerejeira: Para a construção de canoas. Vermelha e branca.
Copaíba: Madeira que produz o óleo de copaíba.
Grama: Conserva-se bem na terra e serve para o fabrico de tinta preta. Encontra-se preta e avermelhada.
Grapiapunha: Madeira pesada e belíssima, semelhante à peroba. É também empregada nos navios, particularmente na quilha. Serve ainda na construção de carros, como excelentes raios de rodas. A cor desta madeira é amarela.
Graubú: Madeira de exportação. Serve para a marcenaria.
Grumarim: O mesmo que o piquiá, quanto à cor, porém mais dura.
Gurarema: As cinzas desta madeira servem para refinar o açúcar em razão da grande quantidade de potassa que encerram. Abarema, algodão, pitomba preta e amarela têm as mesmas propriedades.
Imbira: Madeira de cuja fibra se trançam cordas.
Ipê: Madeira que pode substituir o guaiaco. Usada em peças mecânicas. Vermelho, preto, cor de tabaco e cor de carne.
Jacarandá: Empregado na marcenaria, como o nosso palixandre. Variedade escuro, avermelhado e o cabiúna, superior aos outros.
Jataí: Empregada em diversos trabalhos.
Louro: Para os entalhadores e o fabrico de remos. Pardo escuro e pardo claro.
Pau-brasil: Apreciado pelas suas cores. Serve para a tinturaria.
Pau-ferro: Mesmas cores e propriedades.
Peroba vermelha: Variedade das precedentes, diferente delas, porque em vez de ser retos como as outras, os linhosos destra espécie curvam-se, crescendo. Esta propriedade faz com que sejam procuradas para certas partes da construção de navios. Em Campos, a peroba vermelha é conhecida pelo nome de sobro.
Peroba: Madeira muito estimada para a construção de navio. Preferível talvez ao pinheiro. Altura prodigiosa que vai de 30 a 40 metros, medidos do chão aos primeiros galhos. No cimo tem, como diadema, uma espécie de ramalhete. Nas matas do senhor Manuel Francisco Simões (sertão de Cacimbas), vê-se uma dessas árvores, que não tem menos de dez metros de circunferência, cuja altura está na mesma proporção. Há três espécies de perobas, que, mais ou menos, se equivalem e só se distinguem pela cor: preta, amarela, quase branca.
Pimenta: Usada na carpintaria. Quase preta e avermelhada.
Piquiá: De duas cores: amarela, que imita o buxo, e branca, que imita o marfim.
Rochina ou Gurubu: Semelhante à madeira conhecida em França pelo nome de amaranto.
Sapucaíba: Madeira de carpintaria. Dá um fruto saboroso.
Sucupira: Procurada na construção naval e para eixos de carros.
Tapinhoã: Madeira amarelada, de muito peso, apreciada na construção naval.
Tatajuba: De um lindíssimo amarelo. Dá uma tintura da mesma cor.
Vinhático: Madeira amarela muito procurada para obras de talha. Flor de algodão e cabeça de boi.
Óleo pardo: Madeira de carpintaria muito prezada em Portugal., semelhante à nogueira, porém muito mais dura.
Óleo vermelho: Linda madeira de marcenaria. Bastante dura. Preferível ao acaju. Serve também para liteira e eixos de carros. Dá uma espécie de resina, da qual se extrai excelente bálsamo para dores e feridas. Vermelho claro e vermelho escuro.

Nota do Cretino: Perguntas Cretinas também é cultura !
Nota do pergunto: O que isso tem a ver com o site ?
Nota do Indy-Óta: Aqui no Acre num tem esse Pau-Ferro…